Dezembro Laranja: veja como se prevenir contra o câncer de pele

Confira nossa entrevista com o dermatologista Pedro Dantas e saiba mais sobre a prevenção, sintomas e tratamento desse tipo de lesão

Quando pensamos em longevidade, não podemos deixar de pensar em prevenção. Cuidar da saúde com alimentação e exercícios físicos, além de manter os exames de rotina em dia, são alguns passos importantes para chegar à terceira idade com bem-estar. E da sua exposição ao sol, você tem cuidado? O câncer de pele é o mais frequente no país e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Dezembro é o mês de conscientização e prevenção ao câncer de pele, promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), conhecido como Dezembro Laranja. Entrevistamos o Dr. Pedro Dantas, Coordenador do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD, para entender como se prevenir, quais os sintomas e como é o tratamento desse tipo de câncer.

Como se prevenir?
Evitar a exposição ao sol nos horários de pico é o primeiro passo para a prevenção do câncer de pele. “A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda evitar a exposição solar nos horários mais quentes, das 10h às 15h, estando atento para que no Nordeste o sol forte começa às 9h e no Centro-Oeste costuma se estender até as 16h”, disse o Dr. Pedro.

Além disso, o filtro solar é um forte aliado como medida preventiva. Quanto ao fator de proteção do filtro escolhido, “o FPS a partir de 30 já é suficiente pra fotoproteção adequada de modo geral. Os FPS maiores são utilizados em alguns tipos de pele muito claras, com história de câncer de pele e idosos, por exemplo”, de acordo com o dermatologista. Lembrando que o uso do filtro é indicado para todos os tipos de pele, das mais claras às negras, e que é necessário ser reaplicado a cada 2h para manter sua eficácia.

Embora o filtro solar seja relevante, ele não é a única forma de proteção. Para o Dr. Pedro, “devemos também lembrar de procurar a sombra (árvores, guarda-sóis, tendas, etc.) e utilizar roupas, chapéus, bonés e óculos escuros para auxiliar na proteção”. Hoje existem até mesmo roupas com tecidos especiais com fator de proteção solar.

Quando suspeitar?
Se surgiu alguma lesão na pele que você não tem desde que nasceu, que machuca e sangra com facilidade, que não cicatriza, que está em áreas expostas ao sol é importante ficar atento. “Quando falamos de pintas, podemos usar a regra do ABCD. Se a lesão for “A”ssimétrica (um lado diferente do outro), tiver “B”ordas irregulares, várias “C”ores ou “D”iâmetro maior que 6 mm, já podemos desconfiar”, de acordo com o Dr. Pedro.
Somente um médico dermatologista pode fazer um diagnóstico. Portanto, em caso de dúvida, busque seu médico para uma avaliação. Se necessário, pode ser ainda realizado um exame de biópsia da lesão para confirmação do diagnóstico.

Como é o tratamento?
Após detectado o câncer de pele, seu dermatologista irá instruí-lo sobre o melhor tratamento para o seu caso. “O tratamento na maioria das vezes envolve uma pequena cirurgia para remoção da lesão. Se o diagnóstico for feito tardiamente, naturalmente, a lesão pode crescer e alguma cirurgias podem levar a deformidades. Por isso a necessidade de um diagnóstico e tratamento precoce”, afirma o Dr. Pedro.

O sol pode trazer diversos benefícios físicos e psicológicos, como a produção de vitamina D. A exposição ao sol é benéfica, porém devemos ficar atentos a excessos e cuidar dos riscos para nossa saúde. Por isso, lembre-se sempre: ‘Se exponha, mas não se queime’ – slogan da campanha de conscientização do Dezembro Laranja. Previna-se!