Intercâmbio é bom para o currículo e estimula o autoconhecimento: conheça histórias de quem já
viveu a experiência de morar e estudar em outro país

Fazer intercâmbio é o sonho de muitas pessoas. Essa experiência pode contribuir para o processo de autoconhecimento, segundo o estudo de um time de pesquisadores das universidades Rice, Columbia e Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Entrar em contato com culturas diferentes nos faz olhar os próprios valores e hábitos sob uma nova perspectiva. Além de favorecer o crescimento pessoal, essa bagagem internacional pode ser um diferencial na carreira. Mas, afinal, quais são os desafios e os investimentos necessários para viver essa experiência? Conversamos com profissionais que fizeram intercâmbio e traçamos opções de MBA e cursos no exterior para te ajudar a começar esse planejamento.

Aprender novos valores culturais
A consultora de Recursos Humanos da Icatu Seguros, Isabela Hoory, morou e trabalhou por seis anos em Houston, nos EUA, e acredita que ter contato com outras formas de trabalho torna-se um desafio positivo. “Eu aprendi bastante, tanto no que diz respeito à conduta quanto ao compromisso com horários e produtividade”, conta.

Fazer um MBA em outro país também agregou muito conhecimento. “Estudar com pessoas de outras formações e organizações tornou a discussão mais rica. Entre os alunos, por exemplo, tinha um grupo de professores enviados pela rede pública de ensino. O que seria impensável no Brasil, dado o investimento por pessoa. Para mim, foi uma mudança de valores gritante”, lembra.

Aprender a lidar com outras realidades é um dos aspectos constantemente citados por quem vive a experiência de fazer um intercâmbio. O coordenador de Produtos Vida da Icatu Seguros, Gustavo Arruda, passou por essa situação quando morou em Angola e também em Portugal.

“Quando saí do Brasil, estávamos em um excelente momento econômico. Em Angola, vivenciei um país com uma disparidade social maior que a nossa e com uma economia muito volátil, fortemente baseada no setor petrolífero. Mesmo assim, era um país de extrema riqueza. Já em Portugal, ainda era possível perceber os vestígios da crise do euro e boa parte da população jovem, com a minha idade à época, estava desempregada”, recorda.

Qual é o melhor momento para fazer intercâmbio?
Gustavo viajou, aos 25 anos, para cursar um MBA com atividades empresariais que expandiram sua visão sobre culturas e formas de fazer negócios em outros países. “É uma experiência que abre a mente! Faz refletir sobre onde estamos, para onde queremos ir, nos desafia a buscar mais e a sonhar alto”, incentiva.

Para Isabela, o momento ideal pode variar de acordo com cada um e já estar há um tempo no mercado não deve ser um limitador. “Toda oportunidade que a pessoa tiver para ver fora daquilo que ela já conhece é agregadora. Viver essa experiência já tendo um pouco de bagagem pode aguçar o olhar crítico do profissional e proporcionar mais profundidade no aprendizado”, analisa.

Saber transitar entre diferentes culturas e se adaptar a diversas situações são dois dos grandes benefícios de fazer um intercâmbio apontados pela consultora de recursos humanos.

“Viver essa experiência pode fazer diferença no momento da seleção, se o candidato souber exemplificar e demonstrar quais foram os ganhos culturais e profissionais obtidos. Se durante a entrevista você não consegue traduzir o que aprendeu, aquilo que viu e mudou sua forma de pensar não se torna um diferencial importante”, explica.

MBA e curso de inglês são boas opções
Quem está pensando em investir em um MBA fora do Brasil precisa se planejar financeiramente. Os dois melhores programas de Portugal – eleitos pelo Eduniversal Ranking Master 2017 –, o The Lisbon Internacional MBA, da Universidade Católica Portuguesa, e o The Magellan MBA, da Universidade do Porto, custam € 38 mil e € 25 mil, por 12 e 13 meses de curso, respectivamente. Já no caso das escolas norte-americanas, os valores podem chegar a US$ 60 mil – segundo o portal Estudar Fora.

Se um MBA ainda tem um custo muito alto para você, viajar para aprender outro idioma pode ser uma boa saída, já que também proporcionará essa experiência internacional. Com a alta do dólar, a África do Sul tem se mostrado uma excelente opção para aprimorar o inglês. Há pacotes a partir de R$ 2.800, por quatro semanas de curso na Cidade do Cabo, com residência incluída.

Então, quer realizar esse sonho? Produtos financeiros como um plano de Previdência Privada ou uma Capitalização podem te ajudar, converse com um especialista. Afinal, planejamento é fundamental para tirar os sonhos do papel.

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